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Eu

12 Abr

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Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada… a dolorida…

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!…

Sou aquela que passa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber porque…

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo p’ra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

 
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Publicado por em Abril 12, 2007 em Florbela Espanca, Poesia

 

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