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As Mãos e os Frutos

28 Ago

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Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.

 
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Publicado por em Agosto 28, 2007 em Eugénio de Andrade, Poesia

 

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