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Não posso adiar

14 Nov

milnoites.jpg

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este braço
que é uma arma de dois gumes amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração.

________________________________________________________

 
1 Comentário

Publicado por em Novembro 14, 2007 em António Ramos Rosa, Poesia

 

One response to “Não posso adiar

  1. Å®t_Øf_£övë

    Novembro 16, 2007 at 12:05 am

    Litinha,
    Esse braço que é uma arma de dois gumes, é a personificação do amor com todos os seus sentimentos à flor da pele.
    Beijinhos.

     

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