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Arquivos mensais: Maio 2008

>Assim me habituei a morrer sem ti

>

Fotografia de Mariah

mais nada se move em cima do papel
nenhum olho de tinta iridescente pressagia
o destino deste corpo

os dedos cintilam no húmus da terra
e eu
indiferente à sonolência da língua
ouço o eco do amor há muito soterrado

encosto a cabeça na luz e tudo esqueço
no interior dessa ânfora alucinada

desço com a lentidão ruiva das feras
ao nervo onde a boca procura o sul
e os lugares dantes povoados
ah meu amigo
demoraste tanto a voltar dessa viagem

o mar subiu ao degrau das manhãs idosas
inundou o corpo quebrado pela serena desilusão

assim me habituei a morrer sem ti
com uma esferográfica cravada no coração

 
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Publicado por em Maio 29, 2008 em Al Berto

 

>Momentos que se estendem no tempo…

>

Fotografia de Rui V.

Às vezes a luz quase… quase se apaga…

 
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Publicado por em Maio 28, 2008 em Carla

 

Canção do amor que não vem

Ah, soubesse eu te contar
Toda amargura
De não poder te dar
Tanta ternura
Ah, soubesse eu nunca te contar
Ah, pudesse eu te dizer
Toda tristeza
De estar sempre esperando
Uma incerteza
E nada poder
Nem desesperar
Oh, triste caminho do coração
Que ama sozinho
Que coisa triste
Amar sozinho
Quanta solidão
Ah, pudesses entrever
Minha ansiedade
Depois de um dia de saudade
De uma noite inteira a soluçar
Vem! Não tardes mais
Amor, que eu vivo procurando
Quando vais chegar?
Eu sei que chegarás
Ah, pudesse eu pôr a teus pés
A minha vida
Amor, por quem tu és
Oh, vem
Não tarde mais
Sim, por favor
Façam silêncio
Meu amor vem em silêncio
Quando ele por mim passar

 
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Publicado por em Maio 13, 2008 em Poesia, Vinicius de Moraes

 

… o coração sentiu…

Depois que o coração,
por qualquer motivo,
saiu do peito para espiar aqui fora…
Reentrou triste pela desilusão que viu.

Os olhos que dele escondiam
o mundo que viam…
Somente acompanharam… nada mais…
Chorando a dor que o coração sentiu.

 
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Publicado por em Maio 11, 2008 em Antonio Miranda Fernandes, Poesia

 

>Facilidade aparente

>

Fotografia de Pedro Noel da Luz
É o abismo, a queda inevitável.
Já nada se tem para dizer uns aos outros. Ninguém fala. É o silêncio. Já ninguém se admira, ninguém se incomoda por causa disso. O silêncio de afeição e comunhão é geral. Já ninguém se importa. É assim.
Pelo contrário e curiosamente há uma espécie de facilidade de viver, de brincar a isso:
… a viver.
 
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Publicado por em Maio 11, 2008 em Carla

 

>Across The Universe

>

Fotografia de Marta Ferreira


Words are flowing out like endless rain in to a paper cup,
They slither while they pass, they slip away across the universe
Pools of sorrow, waves of joy are drifting through my open mind,
Possessing and caressing me.

Nothing’s gonna change my world,
Nothing’s gonna change my world…

 
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Publicado por em Maio 10, 2008 em Música

 

>Recomeçar

>

Fotografia de Marta Ferreira
Recomeça… se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade.
 
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Publicado por em Maio 9, 2008 em Miguel Torga

 
 
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