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Arquivos mensais: Setembro 2008

>Fragmento #1

>

Fotografia de Gonçalo Afonso Dias

se me perguntares por
que fugi, talvez te diga
que os dias contados para trás tão depressa
fazem doer o coração e
apenas acrescentam
a incomparável morte das
palavras não mais proferidas

 
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Publicado por em Setembro 26, 2008 em José Ricardo Lopes

 

>“Revolução da Alma” no ano 360 a.C.

>

Fotografia de DDiArte

Ninguém é dono de sua felicidade, por isso: não entregue sua alegria, sua paz e sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém!
Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, das vontades ou dos sonhos de quem quer que seja.
A razão da sua vida é você mesmo. A sua paz interior é a sua meta de vida.
Quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remeta seu pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você.
Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. Não coloque objetivos longe demais de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje.
Se anda desesperado por problemas financeiros, amorosos ou de relacionamentos familiares, busque em seu interior a resposta para acalmar-se.
Você é reflexo do que pensa diariamente.
Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que quer oferecer a você o melhor.
Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo, que está “pronto“ para ser feliz.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.
Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer. Agradeça tudo que está em sua vida neste momento, inclusive a dor. Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.
A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.
Se você anda repetindo muito: “eu preciso tanto de você” ou, “você é a razão da minha vida” – cuide-se.
É lícito afirmar que são prósperos os povos cuja legislação se deve aos filósofos.
A inteligência é a insolência educada. Nosso caráter é o resultado de nossa conduta.
Egoísmo não é amor, mas sim, uma desvairada paixão por nós próprios.
O homem sábio não busca o prazer, mas a libertação das preocupações e sofrimentos.
Ser feliz é ser auto-suficiente…
Seja senhor de sua vontade e escravo da sua consciência.

 
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Publicado por em Setembro 19, 2008 em Aristóteles

 

Prazer em Ver # 1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotografia de Carla Pires

O lugar da vida não é o lugar da história.
Num passa-se o mistério.
Noutro corrige-se a realidade.
Agustina Bessa-Luís

A vida é feita num qualquer lugar, porque na realidade,
o lugar da vida, é a vida enquanto arte,
transportada num olhar das imagens do lugar, para o eterno e imaginário real.
Alice Valente Alves
 
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Publicado por em Setembro 9, 2008 em * Fotografia

 

>Se alguém disser

>

Fotografia de Graça Loureiro

se alguém te disser que morri, avança até à varanda do céu,
escuta a noite e recolhe o meu corpo da espuma dos planetas.
não deixes que o meu rosto se dissolva nas tuas mãos,
insiste no meu nome até que o mar ascenda à tua boca.
e de luar em luar celebra o coração que fiz teu, mudamente,
como se o amor fosse sobreviver às veias paradas de sangue

 
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Publicado por em Setembro 7, 2008 em Vasco Gato

 

>Prazer em Recordar # 1

>

Fotografia de Carla Salgueiro

Put your head on my shoulder
Hold me in your arms, baby
Squeeze me also tight, show me
That you love me too

Put your lips next to mine, dear
Won’t you kiss me once, baby
Just a kiss good night, maybe
You and I will fall in love

 
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Publicado por em Setembro 6, 2008 em Música

 

>O rosto da memória

>

Fotografia de Antonio Gabriele Toppi

Era um silêncio transparente
Cortante como um cristal de arestas afiadas
Usei-o como escopro e,
Lentamente, fui esculpindo no tempo o rosto da memória

 
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Publicado por em Setembro 4, 2008 em Regina Gouveia

 

>A tempestade do destino

>

Fotografia de Graça Loureiro

Por vezes o destino é como uma pequena tempestade de areia que não pára de mudar de direcção. Tu mudas de rumo, mas a tempestade de areia vai atrás de ti. Voltas a mudar de direcção, mas a tempestade persegue-te, seguindo no teu encalço. Isto acontece uma vez e outra e outra, como uma espécie de dança maldita com a morte ao amanhecer. Porquê? Porque esta tempestade não é uma coisa que tenha surgido do nada, sem nada que ver contigo. Esta tempestade és tu. Algo que está dentro de ti. Por isso, só te resta deixares-te levar, mergulhar na tempestade, fechando os olhos e tapando os ouvidos para não deixar entrar a areia e, passo a passo, atravessá-la de uma ponta a outra. Aqui não há lugar para o sol nem para a lua; a orientação e a noção de tempo são coisas que não fazem sentido. Existe apenas areia branca e fina, como ossos pulverizados, a rodopiar em direcção ao céu. É uma tempestade de areia assim que deves imaginar.

in ‘Kafka à Beira-Mar’
 
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Publicado por em Setembro 4, 2008 em Haruki Murakami

 
 
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