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Minha culpa

06 Out

Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem
Quem sou? Um fogo-fátuo, uma miragem…
Sou um reflexo… um canto de paisagem
Ou apenas cenário! Um vaivém

Como a sorte: hoje aqui, depois além!
Sei lá quem sou? Sei lá! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!…

Sou um verme que um dia quis ser astro…
Uma estátua truncada de alabastro..
Uma chaga sangrenta do Senhor…

Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador…

 
1 Comentário

Publicado por em Outubro 6, 2008 em Florbela Espanca, Poesia

 

One response to “Minha culpa

  1. Pormenor

    Agosto 7, 2009 at 9:12 pm

    É bom ser-se guiado até este espaço e especialmente a um poema com imensa qualidade.
    Adoro este poema; escrito como se fosse uma quimera, com variações de escrita. Temos a noção de que o poema é escrito tão naturalmente, que quando, Florbela se eleva, é capaz de descrever os melhores espaços imaginários.

    Cumprimentos

     

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