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Um único momento

15 Out

Fotografia de Pedro Pais

Achamos que a vida é uma sonata
que começa com o nascimento
e deve terminar com a vellhice.
Mas isso está errado.
Vivemos no tempo, é bem verdade.
Mas, é a eternidade que dá sentido à vida.
Eternidade não é o tempo sem fim.
Tempo sem fim é insurportável.
Eternidade é o tempo completo,
esse tempo do qual a gente diz:
“Valeu a pena”.

Compreendi, então, que a vida é uma sonata que,
para realizar a sua beleza, tem que ser tocada até o fim.
Dei-me conta, ao contrário,
de que a vida é um álbum de minissonatas.
Cada momento de beleza vivido e amado,
por efêmero que seja,
é uma experiência completa
que está destinada à eternidade.
Um único momento de beleza e amor
justifica a VIDA inteira.

 
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Publicado por em Outubro 15, 2008 em Rubem Alves

 

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