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Arquivos mensais: Fevereiro 2011

“Lost” – Anouk

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Publicado por em Fevereiro 28, 2011 em Música

 

A Alma…

A Alma…

«DINIZ: …Levei-a para minha casa. Tomou um longo e reconfortante banho quente para tirar da pele o intenso cheiro do álcool, do fumo, da solidão. Ninguém sabe a que cheira a solidão mas é um cheiro húmido que se sente à distância. A solidão tem um cheiro, como o medo, como a morte. Dizem que os cães conseguem farejar esse cheiro, por isso se aconchegam no colo das pessoas sós, rosnam quando nos sentem temerosos, uivam quando pressentem a morte.

A Diana vestiu um dos meus pijamas, bebeu um chá ainda fumegante e deitou-se na minha cama. Não lhe fiz qualquer pergunta. Não me deu qualquer resposta. Bastou-me reconhecer um pequeno brilho no olhar ainda mortiço e o esboço de um sorriso.

Ajuda-me a encontrar a alma? – perguntou de novo. A alma não sai de dentro de nós, mas dentro de nós há espaço suficiente para uma alma se perder. Por isso, se acreditares em Deus, reza. Se acreditares em ti, reza também. E como dizem os árabes, sempre que rezares mexe as pernas. Ou seja, reage, reorganiza os teus valores, muda a tua vida. Recorda que se nascer não dependeu de nós, renascer só é possível por vontade própria.Tenho medo, disse ela pegando-me na mão. E quem não tem? – respondi…»

João Morgado, In: Diário dos Infiéis
Romance, 2010, Oficina do Livro

«… A alma não sai de dentro de nós, mas dentro de nós há espaço suficiente para uma alma se perder…»

 
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Publicado por em Fevereiro 28, 2011 em João Morgado

 

Viver a Vida

 
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Publicado por em Fevereiro 28, 2011 em Desconhecido

 

Pela rua já serena

Pela rua já serena
Vai a noite
Não sei de que tenho pena,
Nem se é pena isto que tenho…

Pobres dos que vão sentindo
Sem saber do coração!
Ao longe, cantando e rindo,
Um grupo vai sem razão…

E a noite e aquela alegria
E o que medito a sonhar
Formam uma alma vazia
Que paira na orla do ar…

 
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Publicado por em Fevereiro 28, 2011 em Fernando Pessoa, Poesia

 

Sonho. Não sei quem sou.


Sonho. Não sei quem sou neste momento.
Durmo sentindo-me. Na hora calma
Meu pensamento esquece o pensamento,

Minha alma não tem alma.

Se existo é um erro eu o saber. Se acordo
Parece que erro. Sinto que não sei.
Nada quero nem tenho nem recordo.

Não tenho ser nem lei.

Lapso da consciência entre ilusões,
Fantasmas me limitam e me contêm.
Dorme insciente de alheios corações,

Coração de ninguém.

 
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Publicado por em Fevereiro 28, 2011 em Fernando Pessoa, Poesia

 

Madredeus – “Haja o que houver”

Haja o que houver
Eu estou aqui
Haja o que houver
espero por ti

Volta no vento ô meu amor
Volta depressa por favor
Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor…

Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti…

Há quanto tempo, já esqueci
Porque fiquei, longe de ti
Cada momento é pior
Volta no vento por favor

Eu sei quem és
pra mim
Haja, o que houver
espero por ti…

 
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Publicado por em Fevereiro 22, 2011 em Madredeus, Música

 

Saudades

“Saudades! Sim… talvez… e porque não?…
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?… Ah, como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão.

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar
Mais doidamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!

 
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Publicado por em Fevereiro 22, 2011 em Florbela Espanca, Poesia

 
 
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