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Arquivo da Categoria: Maria Teresa Horta

Poema sobre a recusa

amor.jpg

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda

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Publicado por em Janeiro 18, 2008 em Maria Teresa Horta

 

Os silêncios da fala

silencio.jpg

São tantos
os silêncios da fala

De sede
De saliva
De suor

Silêncios de silex
no corpo do silêncio

Silêncios de vento
de mar
e de torpor

De amor

Depois, há as jarras
com rosas de silêncio

Os gemidos
nas camas

As ancas
O sabor

O silêncio que posto
em cima do silêncio
usurpa do silêncio o seu magro labor

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1 Comentário

Publicado por em Dezembro 17, 2007 em Maria Teresa Horta

 

Referência

724538.jpg

Quantas vezes te digo
quantas vezes…
que és para mim
o meu homem amado?

O que chega primeiro
e só parte por vezes
antes de eu perceber
que já tinhas voltado

Quantas vezes te digo
quantas vezes…
que és para mim
o meu homem amado?

Aquele que me beija
e me possui
me torna e me deixa
ficando a meu lado

Quantas vezes te digo
quantas vezes…
que és para mim
o meu homem amado?

Que sempre me enlouquece
e só aí percebo
como estava perdida
sem te ter encontrado

 
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Publicado por em Maio 31, 2007 em Maria Teresa Horta

 

Mudo tudo

espejo.jpe

Abrigo-me de ti
de mim não sei
há dias em que fujo
e que me evado

há horas em que a raiva
não sequei
nem a inveja rasguei
ou a desfaço

Há dias em que nego
e outros onde nasço

há dias só de fogo
e outros tão rasgados

Aqueles onde habito com tantos
dias vagos

 
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Publicado por em Maio 22, 2007 em Maria Teresa Horta

 
 
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